5 virtudes científicas

para ser um profissional de sucesso.

Em meio a maior crise econômica e sanitária mundial dos últimos cem anos, nossos estudantes se veem diante do que será, com certeza, o maior desafio de suas vidas. Terminar a graduação e se inserir em um mercado de trabalho, mais do que nunca exigente e competitivo, o que requer habilidades extras dos futuros candidatos. Neste texto estão indicadas as cinco grandes virtudes de um bom cientista que todo profissional deve ter para ser bem sucedido em sua área, seja ela qual for!

Por: Diego A. Gonzaga | Publicado em 08 de junho de 2020

Assim como em várias áreas do conhecimento, a ciência pode contribuir para tornar  tarefa de entrar e se estabelecer no mercado de trabalho mais simples.
Como é possível observar nas biografias e relatos da história, os grandes nomes da ciência mundial têm algumas virtudes em comum. Todos eles possuem um conjunto de características, no âmbito profissional, que os tornam diferentes das demais pessoas no mundo. Nesse texto estão indicadas cinco das virtudes mais importantes para você se tornar um bom profissional e ser bem sucedido em sua área de atuação, seja ela qual for!

Virtude 1: Pense como um cientista

pense como cientista

Enquanto pesquisava sobre alguns assuntos para escrever esse texto, as notícias sobre a pandemia não paravam. E, em sua maioria, elas são aterradoras. Muitas mortes, muita gente perdendo emprego, muita gente com medo do que pode acontecer nos próximos meses.
E em meio a tudo isso impera a desinformação, os achismos e as fake news. Nesse caos de desinformação e de falta de confiança, algumas pessoas me procuram para eu dizer o que eu penso, ou o que eu acho que deve ser feito, ou o que acho que vai acontecer.
E é nessa hora é que ocorre uma grande decepção por parte da maioria das pessoas, pois elas gostariam que as respostas fossem coisas como: “Vai acabar dia 13 de junho às 17h”. Ou coisas como “a culpa é da china”, “Tome tal remédio”, “usa tal roupa”… etc. Infelizmentea respostas responsável para essas perguntas é: “depende”, “é necessário uma análise” ou até mesmo “não sei”. Pior que essas perguntas são as crenças envoltas em esperanças mas sem fundamentos de que “fulano disse que não é assim” ou que “beltrano disse que não vai demorar”.
Infelizmente, para mim, esses momentos são desoladores, porque é quando conseguimos perceber o quanto nós, enquanto sociedade, somos carentes de senso crítico.
Por isso, mais do que nunca, é importante valorizarmos o pensamento científico, e, além disso, é importante colocarmos em prática o senso crítico.
O pensamento científico é a capacidade que uma pessoa tem de formular ideias e representações mentais de forma crítica, racional e objetiva. Essa forma de pensar é importante para que as pessoas criem o hábito do pensamento mais sistemático e mais autônomo, para que elas tenham condições de sustentar o que dizem com evidências e que elas as busquem por trás das afirmações que escutam. Compreender como as coisas funcionam e pensar por si próprio é o que liberta as pessoas.
Se você quer ser um profissional bem sucedido, tenha senso crítico. Seja capaz de analisar as situações em que você é chamado para tomar decisões. Evite tomar as “decisões que todos tomam” sem avaliar se elas estão corretas. Pense de forma crítica, PENSE COMO UM CIENTISTA!

Virtude 2: Trabalhe em equipe como um cientista

trabalho em equipe

No ambiente de laboratório nós convivemos com diversas pessoas que estão ali desenvolvendo seus projetos e realizando as suas pesquisas. Para que uma pesquisa seja realizada, em qualquer área do conhecimento, é necessário que se realize várias etapas, cada uma delas com determinados objetivos que compõem o processo de investigação. Então, os pesquisadores precisam realizar diversos experimentos e análises que são necessárias para avaliar os experimentos.
Porém, um laboratório, por melhor que seja, não possui todos os equipamentos necessários. Além disso, os pesquisadores não detém todo o conhecimento necessário para realizar todos os procedimentos, realizar todas as análises que necessitam para concluir seus projetos. Assim, o pesquisador precisa decidir se vai concluir o trabalho no prazo ou não. Caso queira concluir ele precisa encontrar uma solução para todos esses problemas.
E a solução para todos esses problemas, quase sempre, tem um nome: trabalho em equipe.
Trabalho em equipe ou trabalho de equipe é quando um grupo ou uma sociedade resolve criar um esforço coletivo para resolver um problema.
Na graduação, na UFOP, eu aprendi com o Prof. Luiz Fernando Rispoli que a interdisciplinaridade e o trabalho em equipe é a melhor forma de desenvolver grandes projetos e chegar a soluções que realmente possam trazer grandes contribuições para a sociedade. Porque quando se trabalha com pessoas de diversas áreas, os conhecimentos de cada uma complementa as lacunas das demais pessoas da equipe. Em todas as instituições pelas quais eu passei (foram 5 instituições de ensino), o trabalho em equipe é a base fundamental para as grandes realizações, e a interdisciplinaridade o grande trunfo de projetos de sucesso.
E como disse Clarice Lispector, “Quem caminha sozinho pode até chegar mais rápido, mas aquele que vai acompanhado, com certeza vai mais longe”. Então, caro leitor, se você deseja realizar grandes projetos, fazer a diferença no meio em que você trabalha e, por consequência, ser um profissional bem sucedido, TRABALHE EM GRUPO COMO UM CIENTISTA!

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Virtude 3: Seja perseverante como um cientista

Thomas Edison

Eu morei alguns anos longe da minha cidade natal e por isso tinha o hábito de viajar muito de ônibus. Eu sempre gostei de dormir durante as viagens, mas não raro me deparava com um companheiro de viagem mais extrovertido que iniciava uma conversa e, questão a questão, essa conversa rendia…
Em uma dessas viagens, depois de eu dizer qual a minha ocupação para o companheiro ele me perguntou: “como é esse negócio de pesquisa? Como vocês fazem para descobrir as coisas.”
Eu achei natural a pergunta e respondi de forma mais simples dizendo que a busca é feita por meio de tentativa e erro.
Mas como assim tentativa e erro? Segue-se tentando ad-eternum, sem data para parar?
Expliquei ao companheiro que eram feitas sucessivas tentativas, avaliações, conclusões eram elaboradas e feitas proposições de melhorias. E então se inicia novamente o ciclo com novas tentativas…
Então, decidi lembrar o exemplo de Edison e sua lâmpada. A invenção da lâmpada elétrica, por Thomas Edison em 1879, não foi da noite para o dia, ou em um passe de mágica. Edison era um gênio, mas a lâmpada não tinha nada de mágica. De acordo com o que conta a história, foram mais de 1000 tentativas. Ou seja, Thomas fez mais de mil experimentos e avaliações. Em todas elas ele tirou conclusões e elaborou melhorias e então testou essas melhorias até chegar à configuração de: um filamento fino de carvão a alto vácuo (ao todo foram 6.000 materiais diferentes, 1200 testes e a quantia de U$$40.000 https://blog.borealled.com.br/historia-lampada-eletrica-incandescente/). Depois de ter tentado muitos outros materiais, muitas outras configurações, ele chegou à conclusão que aquela solução atendia à necessidade naquele momento.
Mas, a mensagem mais intrigante de Edson foi de que as mais de mil tentativas “…não eram falhas, mas foi a descoberta de como fazer uma lâmpada de mil maneiras diferentes”. E você nesse momento se pergunta: Então porque ele não parou na primeira forma de fazer uma lâmpada? E a resposta é simples: porque ela não atendia às necessidades. Então, era necessário continuar buscando até que se encontrasse uma que fosse suficientemente boa. Era necessário perseverar em busca do objetivo. Sempre seguindo o método científico que norteia a busca e faz a pesquisa evoluir em direção a uma solução.
A perseverança é, com certeza, uma característica dos grandes cientistas. Perseverança é essa capacidade de persistir, ser constante; permanecer, continuar apesar de não alcançar o objetivo. Mas, sempre balizado por um método e em busca de objetivos específicos.
Por isso, se você quer ser um profissional bem sucedido que alcança seus objetivos, seja perseverante como Edison, SEJA PERSEVERANTE COMO UM BOM CIENTISTA! Mas não uma perseverança cega. Uma perseverança guiada por um método eficaz e focada em um objetivo.

Virtude 4: Utilize a teoria como um cientista.

Teoria e prática

Durante o doutorado uma das funções que eu desempenhava no laboratório era o de auxiliar no processo de projeto, aquisição e recebimento de equipamentos. Dentre os vários equipamentos que foram adquiridos e projetados pela equipe está um secador de bandeja para plantas medicinais. O secador foi projetado e teve todos seus requisitos especificados corretamente e o pedido da confecção foi expedido como normalmente se fazia.
Quando o equipamento foi entregue, no momento da inspeção, nós verificamos que ele não gerava o fluxo de ar projetado. Então expliquei para o responsável pela construção a questão e disse a ele que o equipamento não estava em conformidade com o projeto. Ele logo me respondeu que sim, estava tudo de acordo com o pedido. Eu então coloquei a questão que até aí era o grande mistério: “Se está correto, porque não fornece o fluxo de ar projetado? ” Foi quando ele me disse a célebre frase: “Pois é meu caro, na prática, a teoria é outra.”
Ao receber essa justificativa eu me perguntei: Como assim? Existe agora uma teoria específica para a prática? E a resposta naturalmente é NÃO! Na prática a teoria tem que ser a mesma que em sala de aula. “Então, porque as coisas não funcionam como a gente aprende na sala de aula?”, você deve estar se perguntando.
Quando transpomos as questões da vida real para a sala de aula, ou seja, quando desenvolvemos teorias sobre fatos e fenômenos da vida real, nós fazemos simplificações, fazemos algumas abordagens específicas, que tem a função justamente de simplificar a representação desses fenômenos e desses fatos em sistemas numéricos, alfanuméricos e demais ferramentas utilizadas para o estudo do mundo real. Essas simplificações são feitas levando-se em consideração os limites em que o problema possa ser simplificado para ser explorado, mas que ainda assim seja uma representação fidedigna da realidade. A mecânica clássica é um típico exemplo disso: para os cálculos de gravidade, velocidade e outras grandezas, são feitas simplificações e concessões como, desconsideração do atrito com o ar e etc. Mas essas simplificações não significam que ignoramos essas especificidades, mas que as levamos em consideração em abordagens mais elaboradas e mais complexas, por exemplo, na mecânica dos fluidos.
Por isso, é função de quem tem a informação ensinar às outras pessoas que não tiveram a oportunidade da instrução as questões da teoria e dos conceitos da forma correta, os motivos pelos quais se fazem simplificações e como lidar com elas. É nossa responsabilidade desfazer o Preconceito do Fazer.
Depois de analisar a construção do ventilador constatamos que o ventilador instalado não possuía o cilindro de fechamento externo axial. Por isso não existia um bloqueio físico entre a parte anterior e posterior do ventilador, diminuindo muito o diferencial de pressão entre os dois lados e prejudicando o fluxo de ar. Ou seja, uma questão técnica simples, mas que não era do conhecimento dos técnicos da empresa fabricante. Assim, pudemos explicar a eles o que faltava, e os motivos pelos quais isso era necessário, desfazendo o preconceito que eles haviam construído com o conhecimento prático.
O preconceito do fazer é esse pragmatismo moderno que prega que só é possível compreender e conhecer aquilo que nós mesmos fizermos, e de que os conceitos e as teorias são algo descolado da realidade e que são coisas para professor, para a academia. Essa crença vem do não entendimento por parte de quem vive a prática, mas não entende bem a teoria. Isso dá força a equívocos como a máxima de que “na prática a teoria é outra”. Essa forma de lidar com a realidade é extremamente equivocada.
Por isso, para sermos bons profissionais é necessário utilizar a teoria da forma correta e esclarecida, é preciso FAZER A PRÁTICA DE FORMA CONSCIENTE COMO BONS CIENTISTAS!

Virtude 5: Seja criativo como um cientista

Criatividade

Você já imaginou imaginou se existisse uma máquina de terremotos? E se esta máquina fosse capaz de transmitir eletricidade pela crosta terrestre? Você já imaginou a possibilidade de poder acender uma lâmpada apenas colocando-a na terra? Essa é uma ideia muito criativa não? Pois é. Essa ideia foi proposta pelo grande inventor e cientista Nikola Tesla como uma opção que revolucionaria a forma de transmissão de energia elétrica. Tesla, com toda sua criatividade, formulou vários conceitos e realizou grandes invenções que até hoje sustentam a dinâmica da sociedade atual. Ele é responsável por grandes avanços em diversas áreas da ciência, como física teórica e nuclear e a ciência computacional.
Imagine se uma máquina de terremotos desse certo, nosso mundo com certeza seria totalmente diferente. Se desse certo. Mas não deu. Ao realizar os testes dessa ideia, Tesla, queimou uma usina elétrica e teve que pagar uma grande indenização.
Você deve estar se perguntando: Mas ele era um gênio, super criativo. Porque essa ideia dele foi tão desastrosa?
E a resposta é simples: Nem toda “boa idéia” é factível! Por melhores que pareçam, algumas ideias não têm condições de se tornar realidade. Seja por falta de tecnologia que as de suporte, seja por falta de condições lógicas, algumas ideias não tem chances de serem concretizadas, e quando se tenta realizá-las o resultado é o fracasso.
Mas se existem ideias boas e ruins, como ter apenas ideias boas e factíveis? Como gerar apenas ideias que possam ser soluções factíveis para os problemas com os quais nos deparamos?
A verdade é que é impossível ter apenas ideias boas! O próprio processo criativo requer que tenhamos várias ideias sem necessariamente nos preocuparmos se elas são boas ou ruins. Porém, é sempre possível selecionar as que podem gerar soluções factíveis em um determinado momento e as que não tem condições de serem aplicadas.
A criatividade é a capacidade de inovar, criar, inventar soluções para problemas em qualquer área da vida. Ser criativo é pensar de forma diferente. É resolver questões (propor soluções) de forma original, é extrapolar as normas estabelecidas e não reproduzir padrões já conhecidos nesse processo de solução. Criatividade é um elemento essencial no contexto do trabalho atualmente.
Por isso, se você quer ser um profissional bem sucedido, SEJA CRIATIVO COMO UM CIENTISTA! Cultive o hábito de ter muitas ideias, mas cultive também o hábito de ser seletivo em relação às suas ideias! Tenha várias ideias, selecione as melhores e as ponha em prática.

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